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Vera Canhoni

Travessias: Como separar uma parte do todo?

Travessias: Como separar uma parte do todo?

Eu sou uma amante da vida, senhor, e como amante da vida não posso ficar alheia a nenhum aspecto da vida. Quando caminho por uma aldeia pobre da índia, onde as pessoas estão famintas por alimentos ou doentes por falta de água potável, boa e limpa, como me é possível não parar e atender esse sofrimento? Abrimos novos poços, criamos reservatórios de água limpa e aprendemos a produzir safras mais abundantes.

Quando vou a Londres, Chicago ou San Diego, também encontro sofrimento, não por falta de água limpa, mas o sofrimento da solidão e do isolamento, a falta de alimento espiritual ou de compreensão. Assim como respondemos naturalmente à falta de água limpa nas aldeias, também respondemos à falta de compreensão e paz no coração das pessoas do Ocidente. Sendo uma amante da vida, como poderia eu separar uma parte do todo?

Vimala Thakar

 

Belo exemplo de empatia e generosidade a fim de acolher distintas necessidades humanas.

Estar aberto, sensível e conectado às necessidades e sofrimentos singulares, rompe fronteiras, cria pontes de encontro com o outro e com nós mesmos.

Afinal, o que seríamos se não fossemos com e para o outro?

Como Vimala Thakar também sigo acolhendo necessidades, angústias e sofrimentos no exercício da minha prática analítica.

 

Psicoterapia psicanalítica para (re) inventar o viver

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