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Vera Canhoni

Sintoma e inconsciente: uma conexão de sentido – Freud em pequenas doses

Sintoma e inconsciente: uma conexão de sentido

Os sintomas neuróticos têm, como os atos falhos, os esquecimentos ou os sonhos uma conexão com a vida de quem os produz.

Segundo a abordagem psicanalítica jamais se constroem sintomas a partir de processos conscientes.

Toda e qualquer construção de um sintoma é o substituto de algo que foi afastado da consciência pela repressão.

Os sintomas são produtos de um acordo entre as instâncias psíquicas (id, ego, superego) e surgem da recíproca interferência entre duas correntes opostas, ou seja, representam tanto o reprimido quanto a força repressora originária.

Sendo assim, há uma notável conexão entre sintoma e inconsciente; uma conexão de sentido.

Os sintomas têm um sentido e se relacionam com as experiências do paciente.

É preciso considerar que os sintomas se constituem por meio de derivados de processos inconscientes. E, por serem desconhecidos, só se revelarão paulatinamente, na medida em que o sentido do sintoma for descoberto pelo paciente através de seu próprio processo analítico.

Nesse sentido, vale lembrar que não se produzirá nenhum resultado e de nada adiantará se o analista transferir seu conhecimento sobre o sintoma em forma de informação. Isso apenas colocará em movimento expressões de rechaço por parte do paciente.

Os sintomas desaparecerão quando o sentido se tornar conhecido. Tornar conhecido o sentido do sintoma é o equivalente de uma modificação interna no paciente que o processo analítico é capaz de suscitar.

É apenas através da transformação e ampliação psíquica como resultado da escuta, presença e trabalho do psicanalista ao tornar consciente o inconsciente que o sentido dos sintomas se tornará o “sentido/conhecido” para o paciente.

Surpreendente, não?

Saber sobre o sentido dos sintomas dando voz ao inconsciente…

 

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