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Vera Canhoni

Construção – alternativa à destruição: D.W.Winnicott em pequenas doses

Construção – alternativa à destruição

D.W.Winnicott em pequenas doses

Construção – alternativa à destruição

aceitação pessoal e responsabilidade

Na criança em processo de amadurecimento surge uma alternativa muito importante à destruição. É a construção. Tentei descrever um pouco da maneira complexa como, em condições ambientais favoráveis, um impulso construtivo está relacionado com a aceitação pessoal, por parte da criança, da responsabilidade pelo aspecto destrutivo de sua natureza.

Saúde e brincar construtivo  – relação entre agressão e construção

Um dos mais importantes sinais de saúde é o surgimento e a manutenção, na criança, do brincar construtivo.

Trata-se de algo que não pode ser implantado. Aparece, com o tempo, como resultado da totalidade das experiências de vida da criança no ambiente, proporcionada pelos pais ou pelos que atuam como pais.

 Essa relação entre agressão e construção pode ser comprovada se retirarmos de uma criança (ou de um adulto) a oportunidade de fazer alguma coisa pelos que lhe são próximos e queridos, ou a possibilidade de “contribuir”, de participar na satisfação das necessidades da família.

Faz-de-conta –  modo de participar

Uma criança participa fazendo de conta que cuida de um bebê, arruma a cama, usa a maquina de lavar ou faz doces, e uma condição para que essa participação seja satisfatória é que esse faz-de-conta seja levado a sério por alguém.

Se alguém zomba, tudo se converte em pura mímica, e a criança experimenta uma sensação de impotência e inutilidade físicas. Então, facilmente poderá ocorrer uma explosão de franca destrutividade e agressão.

Tempo para controlar excitações agressivas

É necessário muito tempo para que a criança domine as ideias e excitações agressivas e seja capaz de controlá-las sem perder a capacidade para ser agressivo em momentos apropriados, seja ao odiar ou ao amar.

Cuidando de crianças, observamos que elas tendem a amar aquilo que machucam.

Machucar faz parte da vida da criança e a pergunta é: de que maneira seu filho encontrará uma forma de aproveitar essas forças agressivas para a tarefa de viver, amar, brincar e (finalmente) trabalhar?

WINNICOTT. D.W. Privação e delinqüência. Trad. Álvaro Cabral, 3aed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

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