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Vera Canhoni

Sou confiável – não por ser uma máquina – Winnicott em pequenas doses

Sou confiável – não por ser uma máquina – Winnicott em pequenas doses

 

Sou confiável – não por ser uma máquina, mas porque sei do que você está precisando, além disso, me preocupo, e quero providenciar as coisas que você deseja. Isto é o que chamo de amor neste estágio do desenvolvimento.

 

Ao salientar a hipótese de que no estágio mais inicial do desenvolvimento (estágio da dependência absoluta) o lactente e o cuidado materno formam uma unidade Winnicott

enfatiza que o infante (infans – “sem fala”) depende muito mais dos cuidados assentados na empatia materna do que na compreensão daquilo que poderia ser verbalmente expresso.

Dependência absoluta – cuidado materno

Para Winnicott, o tema da dependência absoluta e do cuidado materno no qual o lactente não separou o self dos cuidados maternos é o estado

que assegura a falta de conhecimento do lactente da existência de qualquer coisa que não seja ele mesmo.

Desse modo, é por meio da provisão ambiental que a rotina completa dos cuidados  e das mudanças instantâneas do dia-a-dia, tanto em termos físicos como psicológicos, podem ser preservadas.

Provisão ambiental – bases da continuidade de ser

Como lembra Winnicott no estádio da dependência absoluta, o bebê necessita de uma provisão ambiental “temperada” de empatia materna.

Assim, os  cuidados suficientemente bons assentados na empatia materna construirão os alicerces para as experiências da confiabilidade e, consequentemente, as bases para a continuidade de ser.

 

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WININICOTT, D. W. Teoria do relacionamento paterno-infantil. In: D.W.Winnicott. O Ambiente e os processos de maturação: estudos sobre a teoria do desenvolvimento emocional. Trad. Irineo Constantino Schuch Ortiz. Porto Alegre: Artmed, 1983. (Trabalho original publicado em 1960)

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