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Vera Canhoni

Poesia – Manoel de Barros: voz de fazer nascimentos

Voz de fazer nascimentos

No descomeço era o verbo

Só depois é que veio o delírio do verbo.

O delírio do verbo estava no começo, lá onde a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.

A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som.

Então se a criança muda a função do verbo, ele delira

E pois.

Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer nascimentos –

O verbo tem que pegar delírio.

Manoel de Barros

Barros, M. Poesia Completa. São Paulo. Leya, 2010

 

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