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Vera Canhoni

O viver criativo – parte 2/2 – Winnicott em pequenas doses

O viver criativo – parte 2/2 – Winnicott em pequenas doses 

Viver criativo – desenvolvimento emocional

Experiência de confiabilidade

Tenho explorado bastante o conceito de objeto transicional: algo a que a criança acabou de se ligar. Pode ser um pedaço de pano que já pertenceu ao véu do berço, um cobertor, ou ainda uma fita de cabelo da mãe.

 

É um primeiro símbolo e representa a confiança na união do bebê e da mãe baseada na experiência de confiabilidade e capacidade dessa mãe de saber o que o bebê precisa através de uma identificação com ele.

Eu disse que o objeto foi criado pelo bebê; sabemos que jamais vamos contestar isso, ainda que também saibamos que ele estava lá antes de o bebê tê-lo criado.

Isso é o começo. Pode ser perdido no processo de introdução do mundo factual, ao mundo do principio da realidade, mas, no estado de saúde, conseguimos formas e maneiras de recapturar o sentimento de significado proveniente da vida criativa.

Confiar originalidade – ser criativo

Quando surpreendemos a nós mesmos, estamos sendo criativos e descobrimos que podemos confiar em nossa inesperada originalidade.

Mesmo que o indivíduo tenha um equipamento criativo pobre, a experiência pode ser criativa e pode ser sentida como excitante, no sentido de que sempre há algo de novo e inesperado no ar.

 

WINNICOTT. D.W Tudo começa em casa. Trad. Paulo Sandler, 2ed. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

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1 comentário em “O viver criativo – parte 2/2 – Winnicott em pequenas doses”

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