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Vera Canhoni

Psicanálise – experiência analítica – consciente e inconsciente parte 1/3 – Vera Canhoni

Psicanálise – experiência analítica – consciente e inconsciente parte 1/3 – Vera Canhoni

 Não vê os rios que nunca enchem o mar? A vida de cada um também é assim: está sempre toda por viver

Mia Couto

Experiência analítica – consciente e inconsciente

É preciso oferecer àqueles que procuram por uma psicoterapia psicanalítica um ambiente receptivo aos aspectos e manifestações conscientes tanto quanto aos conteúdos e manifestações inconscientes da dimensão psíquica de cada analisando.
Transitar nas vicissitudes dos conteúdos conscientes e inconscientes, ou seja, no intercâmbio entre as esferas consciente e inconsciente é, por excelência, uma experiência relativa à situação psicanalítica.
Determinante do fazer clínico do psicanalista e da especificidade da sua escuta analítica trabalhar com os aspectos conscientes/inconscientes faz de cada processo analítico uma experiência singular e diferenciada em face à comunicação que se estabelece entre analista e analisando ao longo do encaminhamento de cada processo analítico.
Ao ampliar as fronteiras do exercício clínico os instrumentais da técnica psicanalítica permitem que cada analisando – por meio de sua própria dinâmica psíquica – encontre as possibilidades para acessar conteúdos inconscientes desconhecidos. Desse modo, movido por novos desdobramentos e aberturas psíquicas o analisando será capaz de realizar novas experiências.

analista e escuta analítica

 Em razão das diversas e diferentes características e necessidades de seus analisandos é fundamental ao analista recriar sua escuta analítica com cada um de seus analisandos.
A fim de sustentar e abrigar as renovações provenientes da interação entre as manifestações conscientes e inconscientes, o analista encontrará por meio de seus posicionamentos clínicos as configurações necessárias para instituir e criar uma espécie de campo analítico fecundo às transformações com e para aquele analisando em particular.
Obviamente, a possibilidade para sustentar uma escuta analítica criativa faz supor que o psicanalista esteja munido de certa “envergadura psíquica” – suporte ou ancoragem – para transformar em elementos potencializadores de novas experiências os conteúdos ainda incipientes e latentes contidos na fala ou narrativa de seus analisandos.

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