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Vera Canhoni

Tempo e justa distância:  encontro terapêutico – Degustação Psicanalítica

Para fundar o encontro terapêutico é essencial considerar as vicissitudes do tempo e da justa distância como condição  e disposição para falarescutar...

Tempo e justa distância

Para que o médico seja terapeuta e não somente médico, é preciso que ele se coloque a justa distância que permita ao doente falar.
Tal distância é a disposição local dos corpos no espaço, a dos rostos – para que eles não se choquem nem se confundam – e ela deve ser tão justa quanto possível,  pois quem regula é o tempo:

Encontro terapêutico – desvio das memórias

o tempo para falar e o tempo para escutar, o tempo que mede o desvio das memórias, fundando as condições do encontro terapêutico.
A palavra “encontro” é adequada para indicar a necessidade de que a medida se encontre harmonicamente entre duas vindas opostas.

Lugar para falar e escutar

Nem o rememorar-se nem o relembrar-se são possíveis sem esta apresentação da memória do outro, que o distingue pela posição que ele toma em um lugar que se tornou seu para falar e para escutar.

Pierre Fédida

Fédida, P. Nome, figura e memória: a linguagem na situação psicanalítica. tradução de Martha Gambini e Claudia Berliner. São Paulo: Escuta, 1991.

http://www.veracanhoni.com/psicanalise-atendimentos-clinicos-para-adultos-e-adolescentes-temporariamente-atendimentos-remotos

http://www.veracanhoni.com/evento/grupo-estudo-freud-processo-psicanalitico-vera-canhoni/

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