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Poesia – Vinícius de Moraes – poesia: soneto da inspiração


Não te amo como uma criança, nem

Como um homem e nem como um mendigo
Amo-te como se ama todo o bem

Que o grande mal da vida traz consigo.


Não é nem pela calma que me vem
De amar, nem pela gloria do perigo
Que me vem de te amar, que te amo; digo
Antes que por te amar não sou ninguém.
 
Amo-te pelo que és, pequena e doce
Pela infinita inércia que me trouxe
A culpa é de te amar – soubesse eu ver
 
Através de tua carne defendida
Que sou triste demais para esta vida
E que és pura demais para sofrer.

MORAES, V. Poesia completa e prosa. Obra completa, Rio de Janeiro: GB, Companhia José Aguilar, 1974. 

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Sobre a Autora

Vera Canhoni
psicanalista, doutora em psicologia clínica pela PUC-SP. graduada em psicologia pela FMU-SP, realiza atendimentos clínicos presenciais e on-line, grupos de estudos, orientações e suporte ao processo de escrita de monografias e dissertações, bem como, desenvolve atividades e artigos sobre a clínica psicanalítica no contexto das manifestações poéticas e analíticas,

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